É impossivel negar que neste mundo globalizado, a influência cultural que certos países produzem sobre outros tem sido cada vez maior. De facto, o acesso a cultura estrangeira nunca foi tão fácil para todo mundo como hoje em dia, em grande parte devido à internet. Mesmo assim, existe um número razoável de pessoas que não vêem com bons olhos essa influência e que costuma defender ou a total censura desta ou algum tipo de limitação, geralmente com a justificação de “valorizar a cultural nacional”.
Não é segredo para ninguém que parte da população, principalmente a população mais jovem gosta de ver séries, especialmete as norte americanas. Gastamos horas e horas das nossas vidas a assisitir a estas e fazemos constantemente referências às mesmas na maior parte das nossas conversas diárias. Estas também nos influêncuam a nivel comportamental, na forma de vestir, linguagem, entre outros. Contudo nós escolhemos, entre as várias opções de entretenimento disponível nacional e internacionalmente, assistir a estas produções, porque na realidade gostamos daquilo que acompanhamos.
A grande conquista da globalização, movida em grande parte pelo capitalismo, foi a de diminuir distâncias com o objetivo de criar negócios. Contudo, o que nenhum deles poderiam ter previsto, é que esse processo daria início a uma transformação fantástica em todo o mundo. A globalização gerou múltiplos intercâmbios comerciais, mas também permitiu que ideias, religiões e culturas entrassem em contacto, produzindo assim uma troca de conhecimentos jamais vista na história da humanidade. Em seu próprio plano de importância, as séries de um país, sejam americanas ou britânicas em sua vasta maioria, exportam traços da cultura do seu país para o mundo.
A globalização permite que um paquistanês e um indiano possam apreciar as tramas de Mad Men; que um japonês e um chinês achem graça às mesmas piadas em Community; permite que um brasileiro e um argentino fiquem em estado de choque com os rumos de Fringe. É isso que a liberdade e o fluxo livre de ideias produz. A cultura do entretenimento tem sim o poder de nos separar, mas também o de nos unir. E é essa a sua enorme contribuição para a humanidade.
