Na sociedade
actual, vemos marcas de ideologias e consequências de pensamentos de outros
tempos. Conceitos tão banais como instrução pública, transportes públicos,
acções e parlamentos são inspirados em alguns conceitos saint-simonistas.
Estes acreditavam que o industrialismo trazia consigo a possibilidade de
satisfazer as necessidades da população, e que a ordem e a paz, na “nova
sociedade” poderiam ser proporcionadas pelo progresso económico, educacional e
de redes de comunicação.
No século XIX,
acreditava-se que a origem das guerras era a falta de caminhos-de-ferro, pois
permitiam trocas de mercadoria. O progresso era visto como a solução de
eventuais guerras. Porém, no século XX, vemos com as guerras mundiais que a concorrência
económica entre os países europeus e a necessidade de progresso foram alguns
dos motivos.
Ao longo do
nosso século, para tentar minimizar a desigualdade, melhorar a economia, a
educação e a comunicação, utiliza-se a internet como uma rede de comunicação
capaz de colmatar algumas dessas falhas. Em detrimento do conceito físico de
loja, as empresas rendem-se às plataformas digitais para exporem os seus
serviços. A universidade através da internet colmata muitas lacunas na
educação. Além disso, com todas as redes sociais a comunicação parece estar no
seu apogeu. Temos visto que o uso da internet tem causado diversas
consequências negativas, como a depressão, roubos e acentuação da desigualdade.
Todavia, será
o problema a internet e os caminhos-de-ferro? Será que o problema da sociedade
não está na procura da solução no lugar errado? Será que ao sobrepor a razão
acima das demais coisas não estaremos obscurecidos? Será que o problema não
está nas tentativas de prevalecer o homem em vez de Deus? Será que o problema
não está no desejo do homem em estar no centro de tudo? Será que somente a
razão possibilita ao homem a compreensão e o domínio da natureza?
A Bíblia
afirma em Colossenses 2:3, “Nele [Cristo] estão escondidos todos os tesouros da
sabedoria e do conhecimento.” e em Provérbios
1:7 “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento, mas os insensatos
desprezam a sabedoria e a disciplina.”