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Boston Dynamics, Humanoid robot
Atlas,
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Há algum tempo que tenho vindo a
acompanhar a evolução dos projectos da empresa Boston Dynamics
e que me tem deixado um pouco reticente quanto ao futuro da humanidade, daí
escrever esta reflexão.
Desde o início das redes físicas às
redes de telecomunicação que o termo “militar” se encontra vinculado à evolução
tecnológica. Foram engenheiros militares que trouxeram estas propostas
interessantes de alteração da natureza, sempre com o objectivo de tornar o
mundo num sítio melhor. Contudo, nem sempre foi possível, ao contrário do sonho
saint-simonista da paz e das sociedades perfeitas, as tecnologias militares
acabaram quase sempre por antecipar a guerra.
Desde então que a estética de guerra
está muito relacionada com a separação do homem de si próprio, da sua própria
natureza. Na procura de maior poder militar foram sendo exploradas diferentes
formas de transformar o corpo humano em algo mais letal.
Em tempos Samuel Butler remete-nos para
a questão, se poderá o homem alguma vez sentir-se ameaçado pelas máquinas.
Acontece que nas últimas décadas a evolução tecnológica tem-se tornado
assustadora, desde os exo-esqueletos aos humanóides, a tecnologia militar tem
evoluído a uma velocidade impressionante. Já não é novidade que os militares
utilizam tecnologias muito próximas da inteligência artificial, por exemplo os
aparelhos voadores e flutuantes não tripulados autónomos.
Tendo
em conta a velocidade que o futuro tecnológico se desenrola, penso que a
questão de Samuel Butler, muito abordada em filmes de ficção das últimas
décadas se torne cada vez mais possível. Não tardará a que as máquinas pensem
por si, mesmo que tal não aconteça, não se pode excluir que, numa dada altura,
máquinas pré-programadas dotadas de algum tipo de “consciência” ou controladas
por humanos se revoltem, o que pode acontecer devido a algum erro humano na sua
programação. Caso isso aconteça, estaremos mais perto do que pensamos dos
cenários existentes nos filmes “The Terminator” de James Cameron ou da ficção
especulativa "I, Robot" de Isaac Asimov.
