sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Poderá o homem sentir-se ameaçado pelas máquinas?






Boston Dynamics, Humanoid robot Atlas,
2013, Fonte: aqui.


Há algum tempo que tenho vindo a acompanhar a evolução dos projectos da empresa Boston Dynamics e que me tem deixado um pouco reticente quanto ao futuro da humanidade, daí escrever esta reflexão.

Desde o início das redes físicas às redes de telecomunicação que o termo “militar” se encontra vinculado à evolução tecnológica. Foram engenheiros militares que trouxeram estas propostas interessantes de alteração da natureza, sempre com o objectivo de tornar o mundo num sítio melhor. Contudo, nem sempre foi possível, ao contrário do sonho saint-simonista da paz e das sociedades perfeitas, as tecnologias militares acabaram quase sempre por antecipar a guerra.
Desde então que a estética de guerra está muito relacionada com a separação do homem de si próprio, da sua própria natureza. Na procura de maior poder militar foram sendo exploradas diferentes formas de transformar o corpo humano em algo mais letal.
Em tempos Samuel Butler remete-nos para a questão, se poderá o homem alguma vez sentir-se ameaçado pelas máquinas. Acontece que nas últimas décadas a evolução tecnológica tem-se tornado assustadora, desde os exo-esqueletos aos humanóides, a tecnologia militar tem evoluído a uma velocidade impressionante. Já não é novidade que os militares utilizam tecnologias muito próximas da inteligência artificial, por exemplo os aparelhos voadores e flutuantes não tripulados autónomos.
Tendo em conta a velocidade que o futuro tecnológico se desenrola, penso que a questão de Samuel Butler, muito abordada em filmes de ficção das últimas décadas se torne cada vez mais possível. Não tardará a que as máquinas pensem por si, mesmo que tal não aconteça, não se pode excluir que, numa dada altura, máquinas pré-programadas dotadas de algum tipo de “consciência” ou controladas por humanos se revoltem, o que pode acontecer devido a algum erro humano na sua programação. Caso isso aconteça, estaremos mais perto do que pensamos dos cenários existentes nos filmes “The Terminator” de James Cameron ou da ficção especulativa "I, Robot" de Isaac Asimov.