quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

“Knockout”


O "knockout" é um jogo ou passatempo criado por jovens "teenagers" americanos, no qual consiste em seleccionar um alvo aleatório e tentar deixá-lo inconsciente apenas com um soco. Esta nova moda de violência gratuita tem atraido a comunição social e criado uma grande especulação à volta da mesma.
A controversa e cada vez mais popular brincadeira, criada na cidade de Nova Iorque, considerada como uma das mais violentas do país, já causou três mortos. Uma pessoa já foi presa e após ter sido julgada em St.Louis, no Missouri, foi condenada a 55 anos.
A dinâmica deste jogo consiste em que um jovem desafie o outro a deixar um individuo  inconsciente com apenas um ataque. Este alvo é aparentemente escolhido aleatóriamente sem dar importância à idade ou sexo da vitima.
Num noticiàrio televisivo, foram mostradas declarações de jovens, na sua maioria negros, nas quais eles se riam enquanto falavam do assunto e explicavam no que consistia o jogo.
As autoridades dividem-se ao atribuir a origem do jogo, alguns afirmam que foi em Nova Iorque e outros em Nova Jersey,  mas muitos atribuem a ideia a um jogo conhecido como GTA (Grand Theft Auto) que está na sua quinta edição e é considerado uma das maiores franquias no mundo dos video jogos.
Será que a ideia de este passatempo demente provém da violência demonstrada nesses jogos de video? Poderá ou não haver outra razão para estes actos selvagens?
O Comissário da policia de Nova Iorque, Ray Kelly, afirmou que os ataques estavam a ser investigados como "crimes de ódio", porque todos os suspeitos envolvidos são jovens negros. Mas isto não fica por aqui, pois ao que parece os "jovens"criaram um nome alternativo para o "knockout game", que é "polar bearing" ("caça ao urso polar"), e é um facto que os ursos polares são todos brancos. Ora, se os ursos polares são todos brancos e os "jovens" são todos negros, talvez seja lógico considerar estes ataques, actos de racismo.

Claro que não é certa a razão pela qual estes jovens agem desta forma, pois existe muita especulação por trás deste assunto. Mas é triste saber que alguém neste mundo, seja em que faixa etária for,  possa cometer actos tão violentos e de tanta cobardia  com o propósito de se divertir.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

2



O ano é 1960, e estamos a sobrevoar o Oceano Atlântico. Uma misteriosa queda da aeronave e estamos a flutuar nas àguas desertas do Oceano e aparentemente o único sobrevivente rodeado por destroços a arder. A estranha visão de um farol numa pequena ilha desperta a visão. Ao entrar-mos dentro do farol somos confrontados com um submergivel que nos leva até ao fundo do oceano. Debaixo do oceano uma cidade, e uma promessa “ No Gods or Kings, Only Man”.
Assim começa Bioshock, um jogo de vídeo intelígentemente arquitetado que aborda questões de Ética e de Moral, aborda e reflete sobre Liberdade e Capitalismo e questiona a visão do jogador confrontando-o com extremos morais na Arte, Ciência, Politica etc.
A solidificar a narrativa, o jogo é nos contextualizado seguindo uma personagem carismática, Andrew Ryan, típico empreendedor americano de meados de séc XX que constroi uma cidade no fundo do Oceano a fim de criar uma útopia trancescendente em todas as áreas, desprovida de parasitas e corrupção. Logo na primeira hora de jogo é nos aparente que esta cidade no fundo do Oceano (convenientemente chamada de Rapture) está rendida a uma horripilante distopia.
Fica então uma sugestão a quem se aventurar, a um jogo que merece referência e profunda reflexão, jogo qual não pode deixar de ser tido em conta como um dos filhos modernos, descendentes das contribuições de  Jules Verne.


Uma "porta" aberta para o Mundo



“What if it only took the opening of a door to be sent, in a second, from France to another large European city?”

A campanha publicitária “Europe. It’s Just Next Door” concebida pela SNCF e a TBWA\PARIS, em Setembro deste ano, privilegia seis cidades europeias enquanto veículo da sua mensagem cultural e publicitária: apresentar estes destinos turísticos como uma realidade acessível a dois passos de distância.

No centro de uma praça pública movimentada sobressai uma porta com cores vibrantes apenas com o nome de outra cidade inscrito, suscitando a curiosidade dos que passam. Quando abertas, estas portas interactivas transportam-nos, em tempo real, para outro mundo, para outra cidade, estabelecendo uma relação de interacção com o outro lado da tela, acessível instantaneamente, visando a contiguidade espacial entre o público e os protagonistas da “imagem”.

À semelhança da metáfora de Alberti que compara o quadro a “uma janela aberta para o mundo”, também estas telas interactivas funcionam como uma “porta” que revela um fragmento do mundo, contido numa moldura que delimita o espaço da imagem que contém uma nova realidade. Nela pode assistir-se a uma encenação de um Mimo, em Milão, a um passeio romântico pelo Lago de Genebra, ou a outras cenas urbanas. A campanha promove os elos multiculturais através da vivência em primeira mão e em directo do que se passa numa cidade “tão longe, mas tão perto”... A superfície plana ganha profundidade e a imagem serve como meio de comunicação e de representação do mundo, transportando-nos para fora de nós próprios, para aqueles destinos não imaginários mas reais, ao nosso alcance. 

Esta interessante acção dos média permite-nos “ver” através do mundo representado e faz-nos querer presenciá-lo. Porquê limitar a experiência do Mundo às bordas de uma tela? Afinal, a Europa está a uma "porta" de distância!

Cidade Deserta

Hoje em dia, a literatura, o cinema, os videojogos e até a música estão, cada vez mais, a usar cenários apocalípticos como expressão artística. O cenário mais comum é o de uma cidade devastada por explosões, completamente destruída onde o protagonista da narrativa tenta sobreviver nos destroços. Noutra esfera, está o cenário de uma cidade abandonada, vazia, sem qualquer sinal de destruição ou ataque. Este é o cenário mais perturbante, porque não percebemos o que levou ao desaparecimento da população quando não há um sinal de violência extrema que nos leva a perceber que a cidade foi atacada de alguma forma.
No trabalho de Aaron Hill, em que fotografias de longa exposição (2 a 3 horas), na cidade de Nova Iorque, eliminam qualquer forma de movimento, deixando-nos intrigados e a imaginar diferentes acções que possam ter acontecido durante a exposição fotográfica. Para mim, imediatamente me dez pensar num cenário apocalíptico, senti-me como um personagem a olhar a cidade deserta e a tentar perceber o que se passou.
Mais uma vez, pelo site Kickstarter encontrei este projecto, em que o fotografo se propõe a viajar o mundo e tirar fotografias deste género em vários locais. Seria bastante interessante ver como são os locais mais movimentados por onde passamos diariamente, sem toda a agitação humana, podia ser uma experiência semelhante ao ambiente apocalíptico, mas ao mesmo tempo enigmático e místico, ao contrario do ambiente devastador a que estamos habituados.

The Flatiron, Lunchtime, 2012

Fim da Lei de Moore e computares quanticos

Para quem não sabe, a Lei de Moore (que já tem uns.. 50 anos) diz que o poder dos computadores duplica a cada 18 meses, e foi "profetizado" por Gordon E. Moore. 
Investigadores na área computacional  prevêm quem esta lei pode estar a chegar ao fim, o que basicamente faria com que originá-se uma recessão planetária, visto que não haveria razão para as pessoas compararem novos computadores com maior potência. E é algo de preocupante pois as previsões apontam para menos de uma década para se arranjar uma solução.

Então e quais são essas soluções? Existem dois abordagens diferentes para a resolução deste problema: Uma é uma substituição para o silicone usado nos transistors, e outra os computadores quânticos. 
Ora os computadores quânticos são de facto uma boa solução mas, (sim há um mas e um grande mas), estes computadores têm uma arquitectura totalmente diferente da dos computadores actuais e têm uma maneira totalmente diferente de programar. Basicamente quando programamos um computador normal da-mos intruções a um CPU de como processar informação (não querendo entrar em detalhe da arquitectura, mas basicamente o principio base para toda a tecnologia desde computadores até smartphones, vem da máquina de Turing) e transmite informação através de 0 e 1 (bits). Mas um computador quântico computada através de atomos individuais, e em vez de bits temos os bits quanticos de pode ser 0 ou 1 ou algo entre 0 e 1. É este o poder dos computadores quânticos. Agora o mas... O problema é precisamente o facto de não se programar com 0's e 1's, como se programa estes novos computadores? É algo extremamente dificil. Só para dar um exemplo do quanto é dificil, e como esta tecnologia é nova, o record de quanto tempo foi possivel guardar informação num quantum bit foi de 39min.
Outro problema é a estabilidade. Qualquer tipo de vibração e os atomos começam a registar valores aleatorios (lixo). 

Caso de facto se venha a substituir por computadores quânticos no futuro, sei que vai ser uma enorme dor de cabeça principalmente para os informáticos.


Vida em Júpiter?


 No passado fim-de-semana assisti no telejornal a uma notícia que me chamou a atenção, na notícia informava-se que:


 "Cientistas norte-americanos acabam de desvendar um novo indício de que uma das luas de Júpiter, Europa, poderá dispor de condições ideais para a existência de vida depois de o telescópio Hubble, da NASA, ter observado colunas de vapor de água a "jorrar" da superfície gelada daquele satélite do gigante gasoso. Um comunicado da agência espacial dos EUA realça que investigações anteriores com outras origens tinham já indicado a existência de um oceano "escondido" sob a crosta congelada da lua Europa.  Embora ainda não tenha sido possível confirmar esse facto, os especialistas, que apresentaram a novidade numa conferência sobre geofísica em São Francisco e publicaram, a semana passada, os resultados do estudo na revista científica Science Express, acreditam que a deteção recente do vapor de água aumenta as possibilidades de que tal oceano seja uma realidade. A confirmar-se, Europa transformar-se-á na segunda lua do sistema solar conhecida a apresentar jactos de vapor de água, depois de, em 2005, a sonda Cassini ter observado o mesmo fenómeno na superfície de um dos satélites de Saturno, Enceladus. "Se estas colunas de água estiverem ligadas ao oceano que acreditamos existir sob a crosta desta lua de Júpiter, tal significará que as investigações futuras poderão incidir diretamente sobre a constituição química de Europa e o ambiente potencialmente habitável que esta constitui sem ter de 'escavar' através de camadas e camadas de gelo, o que é tremendamente excitante", realça o investigador.  Para John Grunsfelt, astronauta e administrador associado para a ciência da Nasa, se for confirmada, "esta observação volta a mostrar o poder de exploraçao do telescópio Hubble e abre um novo capítulo na procura de outros mundos potencialmente habitáveis no nosso sistema solar"."  "De longe, a explicação mais simples para a presençado vapor é que este seja ejetado a partir de colunas de água na superfície de Europa", explica Lorenz Roth, do Southwest Research Institute, principal autor do estudo, em comunicado. 


Demonstra-se assim que o avanço tecnológico que tem vindo a ser cada vez mais rápido, não tem apenas aspectos negativos, o acesso a esta informação torna-se fácil para qualquer pessoa no mundo, tendo assim os media uma função de cultivar as massas, função esta que é na minha opinião de extrema importância em tempos menos bons a nivel económico. É importante trazer boas notícias, para que a população tenha aquilo a que se pode chamar "uma lufada de ar fresco", e tenha para variar uma boa novidade.


Link para a informação citada.

Cientistas desenvolvem cirborgues, Artistas tornam-se cirborgues

Em 2004, Neil Harbisson insistiu em aparecer na fotografia do seu passaporte com o aparelho que lhe permite ouvir cores, tornando-se o primeiro cirborgue a ser reconhecido por uma entidade governamental.
O artista nasceu com uma doença chamada acromatopsia, que o impede de ver cor - para Harbisson o mundo é em escala de cinzentos -, mas desde os 21 anos, consegue ouvir cores, através de um olho electrónico que detecta a frequência das cores e passa essa informação a um chip instalado do seu crânio.
Neil Harbisson
http://cmfdesigner.com/2013-08/cmfdesigner/people/neil-harbisson-i-listen-to-colour
















"Quando comecei a sonhar a cores foi quando senti que o software e o meu cérebro se tinham unido." foi talvez o comentário da TED Talk the Harbisson mais explicativo da natureza de um ciborgue - a tecnologia e o humano indiferenciados.
Efeito secundário de ouvir cores, foi, segundo Neil, os sons que ouvia começarem a ser associados com cores. Assim começou a pintar sons, vozes de pessoas, e a fazer retratos em forma de melodias.
No seu site oficial Neal Harbisson descreve-se como Cyborgist e Colourologist. 
Talvez num futuro próximo surjam mais ciborgues-artistas, com mais profissões e novas formas de fazer arte.

Lutar pelo mais fraco

Sempre achei que ser forte era o objectivo de vida, para se ser um líder.
Os líderes subjugam e dominam os fracos. Mas será que a fraqueza é um desequilíbrio ou falha, quer no ser humano quer no animal?
Segundo Darwin a luta pela sobrevivência faz com que o mais forte sobreviva e o mais fraco pereça. Afinal o que é ser forte ou ser fraco?
Quando somos adolescentes preparamo-nos para um mundo que nos é apresentado como hostil. Na verdade a hostilidade não se trata do mesmo que competição. O mundo não é feroz, existem pessoas que mostram os dentes, mas essas têm tanto ou mais medo do que nós temos. Quanto à competição temos  a escolha de nos deixar ou não levar por ela.
Ser forte é ser fraco, o que os media transmitem para estereótipo ou significado de ser forte é, muitas vezes,  o oposto da realidade.

Um líder não é aquele que manda é aquele que é seguido e admirado, seja pelo que for. Há um líder para cada pessoa e uma liderança na que é liderada, é mútuo.

Robôs, aproximação do real, substituição do Homem

A evolução no campo da robótica tem sido bastante drástica nestes últimos anos, os robôs que estão a ser desenvolvidos atingem um nível de semelhança espantosa  ao ser humano. 


Os laboratórios de robótica por todo o mundo já desenvolveram robôs capazes de representar a fisiologia e anatomia humana, como por exemplo o Robô Atlas que é considerado o mais avançado de momento, mas também o robô Rex que sucedeu na criação de um sistema anatómico todo ele artificial, desde pele até órgãos. 

Estes robôs são extremamente avançados e não tardará muito para que os filmes fictícios se tornem realidade, esta ideia de criar algo, um complexo de Deus por assim dizer, já é cobiçado à muito tempo, a criação de um ser artificial que possamos controlar de modo a ser prestável à humanidade é sem dúvida uma ideia de interesse mas de que modo poderá afectar a sociedade a nível de comunicação?

Ora na minha opinião e segundo inúmeros filmes de ficção cientifica, se tal feito for possível, é concebível que a substituição do Homem pelo Robô vá influenciar a comunicação de tal forma drástica que praticamente todo o contacto humano se perca e entremos numa era de pura informação digital. 

Em muitos filmes existe o conceito de vivermos por meios de robôs dentro do nosso lar, noutras palavras, simularmos a nossa vida usando um avatar, um corpo artificial, neste caso todo o tipo de informação seria via digital o que significaria que fomos substituídos por um objecto que criámos, deixamos de viver e passamos a ser uns meros objectos imóveis passíveis de contacto entre si, deixaríamos de ser uma sociedade e passaríamos a viver uma vida disfarçada, algo existente e funcional, que transmite uma ideia de sociedade perfeita, uma nova utopia, mas no fundo, uma vida solitária e isolada.

Isto pode ser de alguma forma preocupante, pois durante todo o desenvolvimento cientifico e tecnológico o ser humano tem procurado formas de facilitar a vida, de tornar tarefas mais eficientes e práticas mas deveremos ter em especial atenção até que ponto essa evolução não retira o humano do Homem.

Link para a apresentação do robô Altas:

No princípio era o verbo....

     Nos dias que correm, ao passarmos pelas ruas deparamo-nos com bancas de jornais e revistas, milhões de jornais são impressos e distribuídos apesar do forte impacto que a internet e outros media têm. Mas para chegarmos à impressão, longo cominho foi percorrido.

    Gutenberg nasceu na Alemanha e desde pequeno revelou ter uma forte gosto pela leitura, e ocupava-se a ler todos os livros que os pais tinham em casa. Na Idade Média, os livros eram escritos à mão por monges e escribas com grande rigor, demorando meses à finalização de um livro, fazendo com isso que só famílias abastadas pudessem suportar os seus preços.
     
    A Bíblia de Gutenberg foi a primeira obra impressa, a tradução em Latim. Assinalou o início de uma nova era e de novos costumes literários. Apesar de inovar, nas páginas da Bíblia estão presentes características das obras manuscritas dos monges. As letras com diferentes cores do restante texto, funcionavam como marcas de orientação para o leitor, o tipo de letra demonstrava uma caligrafia cuidada, as ilustrações eram desenhadas à mão. Essa transposição de características num meio de comunicação anterior (livro manuscrito) para outro posterior (livro impresso), denomina-se por remediação.

    Os media actuais podem adquirir características de media anteriores e vice-versa. Podemos verificar isto nos telejornais que incluem características às páginas Web, utilizando rodapés para destacar as notícias mais relevantes, com informações que podem remeter para uma página Web, funcionando como um link. O mesmo acontece nas páginas Web, que podem possuir conteúdos audiovisuais emitidos pela televisão.

     A internet converge as várias linguagens dos media tais como o texto, podendo ser impresso, além deste o áudio, a imagem estática (fotografia), em movimento (vídeo) e o hipertexto que remete para outra sequência de texto. Este entrelaçar de características, contribui para a evolução dos meios de comunicação, permitindo que se desenvolvam a partir de um conceito mais comum e, posteriormente, construam a sua própria identidade.


   

Rádio

O início da história do rádio foi marcado pelas transmissões radiofónicas, sendo a transcepção utilizada quase na mesma época. Alguns consideram que a primeira transmissão radiofónica do mundo foi realizada em 1906, nos Estados Unidos por Lee de Forest experimentalmente para testar a válvula tríodo; Mas, invenção do rádio é creditada ao inventor e cientista italiano Guglielmo Marconi, nascido em 1874 na cidade de Bolonha. Desde pequeno que mostrava interesse pela Física e Electricidade.

Marconi foi o primeiro a dar explicação prática aos resultados das experiências de laboratório anteriormente realizadas por Heinrich Hertz, Augusto Righi e outros; Pelos resultados dos estudos de Hertz, Marconi concluiu que tais ondas poderiam transmitir mensagens, e, assim, em 1895, fez as suas primeiras experiências, com aparelhos rudimentares, na casa de campo do seu pai. Conseguiu fazer chegar alguns impulsos eléctricos a mais de um quilometro de distância. Observou, também, que elevando a altura das antenas, alcançava maior distância. Não tendo apoio do governo italiano, foi para Inglaterra, em 1896, onde obteve a primeira patente para o seu telégrafo sem fio devido aos interesses comerciais dos ingleses, já que através desse invento poderiam alcançar navios cargueiros afastados da costa. Após essas experiências, Marconi foi convidado pelo governo italiano a regressar ao seu país, onde instalou uma estação em Spezia para comunicação com navios de guerra, alcançando, então, 20 quilómetros de distância. Marconi recebeu o Prémio Nobel de Física juntamente com Karl Ferdinand Braun, em 1909. A primeira irradiação musical foi feita em 1920, e, em Setembro de 1922, conseguiu pela primeira vez, na Inglaterra, alcançar a Austrália, também com o emprego se transmissão por centelha (timed spark system). Em 12 de Outubro de 1931, comprimindo um botão em Roma, Marconi transmitiu sinais de rádio que ligaram o comutador geral da iluminação do monumento do Cristo Redentor, erguido no Alto do Corcovado, no Rio de Janeiro. Marconi morreu em Roma em 1937.
Uma das grandes vantagens da invenção da rádio sob o jornalismo impresso é que, além de informar, diverte. Além disso vence a distância sem que o repórter necessite sair do próprio local do acontecimento para transmitir notícias e está ao alcance de todos, inclusive dos iletrados.
Dos restantes meios de comunicação de massas, a rádio é o mais privilegiado devido às suas características intrínsecas. Entre elas podemos destacar a linguagem oral, a mobilidade, o baixo custo, o imediatismo e a instantaneidade, a sensorialidade, a autonomia e a penetração.
No que se refere à linguagem convém realçar que, na informação radiofónica, ela é simples e caracterizada pela repetição de conceitos de modo a que o ouvinte possa assimilar a ideia que se pretende comunicar. Eliminar o supérfluo para não desvirtuar o significado da mensagem tornou-se um imperativo. Assim, a naturalidade de expressão prevalece em detrimento das palavras confusas e das frases complicadas, isto para que o ouvinte não se sinta forçado a esforços superiores à sua compreensão normal.

If It Doesn't Exist on the Internet, It Doesn't Exist


"If It Doesn't Exist on the Internet, It Doesn't Exist" Kenneth Goldsmith



Um lugar onde o espaço físico parece não existir. Hoje praticamente toda a “vida”( se lhe isto poderemos chamar) se dá no espaço virtual. Habito num espaço, mas pouca ligação estabeleço com esse mesmo espaço. Esse espaço contém uma componente física, onde o corpo se insere, e onde se estabelece ligação para um outro lugar através de uma plataforma que também aí coexiste, plataforma essa que vai desde um computador a um smartphone.  Estabelecemos ligações e comunicamos através dessa mesma plataforma, o mundo parece só aí existir. Já não olho para o exterior através da janela do quarto, mas sim através aqui de uma nova janela, o ecrã. Ecrã esse que substitui esse exterior, e que o incorpora em si sobre a forma de código. 


Massimiliano Bomba

Homem Médio


Adolphe Quetelet escreve em 1871 a obra Anthropometrie ou mesure des différentes facultés de l'homme. São assim introduzidos os conceitos de «homem médio» descentrando o foco de atenção do sujeito para a objectividade. 

Neste tema, Collin Spears publica entre 2007 e 2009 um conjunto de fotografias do rosto típico de cada 
nacionalidade recorrendo a uma ferramente online do Instituto de Neurociência e Psicologia da Universidade de Glasgow, no Reino Unido.



Produz assim um conjunto de fotomontagens de pessoas entre os 20 e 50 pessoas (usando 15 a 20 fotos por montagem) representando o rosto médio de cada nacionalidade (Mulher Brasileira; Homem Brasileiro;). Com a sobreposição de rostos perde-se individualidade nos traços de cada pessoa e obtém-se uma meta-pessoa, um compósito desprovido de alma, completamente objectivo.

As restantes fotos podem ser consultadas através da seguinte hiperligação:


" Do vapor as estrelas! "

"Olhar" para o passado sem dúvida nos pode ensinar a viver melhor, entender o presente e conseguir construir o futuro. Em busca deste futuro o homem cada vez mais aventura-se, procura novos caminhos e respostas, assim como fez no passado.

Nada melhor do que os satélites e telescópios para nos mostrar a evolução ao qual fomos e estamos sujeitos com o passar dos anos e até que ponto a nossa persistência pode mudar a visão e perspectiva do que nos rodeia.


A Agência Espacial Europeia (ESA) acaba de iniciar uma das missões espaciais mais ambiciosas da história, de acordo com a BBC.O satélite-telescópio denominado Gaia, promete conseguir os registos mais apurados da galáxia, os seus responsáveis revelam que o satélite deve ficar no espaço durante cinco anos.



Foi lançado ao espaço no foguete russo Soyuz a partir da Guiana Francesa no passado dia 19 deste mês e neste momento encaminha se para o ponto de Lagrange 2 (ou L2), estima-se que Gaia alcance o L2 (ponto com gravidade estável no Espaço) dentro de três semanas.

"Os resultados do satélite Gaia vão revolucionar nosso entendimento do cosmos como nunca antes. Nós nem sabemos o quanto ainda, existem objecto que não tem nome, já que não sabemos quão estranhos eles podem ser". Revela Gerry Gilmore, da Universidade de Cambridge.

A ESA informa que, assim que chegar a posição desejada, Gaia vai começar sua missão de analisar  1 bilhão de estrelas localizadas nas redondezas da Terra. Como parte do censo galáctico, o telescópio vai colectar informações sobre a distância, posição e características das estrelas para que seja possível criar o mapa tridimensional da Via Láctea mais preciso que já existiu.




Gaia vai utilizar também a câmera mais poderosa da história (com Mil Megapixels) para buscar planetas, asteróides e cometas além do Sistema Solar. De acordo com os cientistas, os sensores incorporados no equipamento foram projectados para detectar objectos tão translúcidos que o olho humano precisaria ser cerca de 4 mil vezes mais potente para conseguir enxergar.

"Esta precisão é equivalente a medir um botão na Lua visto da Terra, o que significa que precisamos dos computadores mais potentes para analisar as informações". Explica Floor Van Leeuwen, administrador do processamento de dados de Gaia.

Mais uma vez vontade de tornar visual o que em si não é visual como os nossos sonhos aliado aos avanços tecnológicos se materializa e permite tornar visível o invisível com promessas de evolução.


Fonte: http://www.ibtimes.com/europes-gaia-lifts-survey-1-billion-stars-create-3d-map-milky-way-galaxy-1515038

Prisão Invisível?


A Alemanha durante a primeira metade do século XX, por duas vezes procurou conquistar a europa e o mundo, tendo utilizado como meio a guerra com vários países, conhecidas na atualidade como as duas grandes guerras mundiais. Um factor de enaltecer e interrogar, por ter  grande influência sobretudo na segunda guerra mundial, foi como convencer a população inteira de um pais a mudar uma mentalidade e assim entrar em guerra com todos os outros?
Os Mass Media foram o fundamental responsável a par de Hitler, que capacitou o poder destes e usou-os para manipular um país inteiro visionando  que a razão estava do lado deles independentemente da opinião dos outros países. Hitler teve de fez, portanto, uma grande propaganda no sentido de manipular uma grande sociedade em massa e usou os Mass Media como meio de comunicação.
A Teoria Hipodérmica desenvolvida por Harold Lasswell explica o efeito dos mass media na sociedade de massa, não havendo qualquer indiferenciação nos meios de comunicação existentes. Esta teoria é basicamente uma teoria de propaganda e sobre a propaganda, que dita que existe um receptor determinado como elemento individual, que arrecada a mensagem diretamente de um emissor superior, obedecendo-o e sem se impugnar. O pensamento é regulado de forma colectiva, mostrando que o grupo ou a massa negam qualquer tipo de singularidade ou individualidade, sendo por isso criada uma resposta homogénea. A recepção da mensagem por parte do grupo, muitas vezes não acomoda a qualquer tipo de experiência, valor ou ideia patente no seu conteúdo, o que causa um afastamento do seu círculo cultural e ideológico e uma subversão de pensamento a cada um dos seus elementos. O emissor, muitas das vezes apreciado como um líder carismático, manipula o receptor com a sua mensagem, causando efeitos instantâneos de veracidade, que negam qualquer possibilidade de estudo ou reflexão por parte de quem a recebe. A propaganda quando alcança a sociedade de massas, torna-se persuasiva, dissolvendo e fragmentando quaisquer ligações às culturas locais e tradicionais. Por este meio, a Teoria Hipodérmica defende que a relação direta que existe entre a exposição dos indivíduos às mensagens do remetente e o comportamento que estes elementos têm perante este processo, cria um controlo e uma manipulação que os leva a agir. Existe então, um jogo de relações interpessoais e uma organização social apática no núcleo em questão.
Esta Teoria é utilizada na perfeição neste período entre as duas Guerras Mundiais onde a propaganda pelo Mass Media operou como manipuladora de um pais com o propósito de consideração de um herói (Hitler) e na grande maioria o povo não se apercebeu deste controlo,  sendo por tanto prisioneiros de algo que apesar de não ser visível ou físico tem um poder bruto.