O
início da história do rádio foi marcado pelas transmissões radiofónicas, sendo
a transcepção utilizada quase na mesma época. Alguns consideram que a primeira
transmissão radiofónica do mundo foi realizada em 1906, nos Estados Unidos por Lee de Forest experimentalmente
para testar a válvula
tríodo; Mas, invenção do
rádio é creditada ao inventor e cientista italiano Guglielmo Marconi, nascido
em 1874 na cidade de Bolonha. Desde pequeno que mostrava interesse pela Física
e Electricidade.
Marconi foi o
primeiro a dar explicação prática aos resultados das experiências de
laboratório anteriormente realizadas por Heinrich Hertz, Augusto Righi e
outros; Pelos resultados dos estudos de Hertz, Marconi concluiu que tais ondas
poderiam transmitir mensagens, e, assim, em 1895, fez as suas primeiras experiências,
com aparelhos rudimentares, na casa de campo do seu pai. Conseguiu fazer chegar
alguns impulsos eléctricos a mais de um quilometro de distância. Observou,
também, que elevando a altura das antenas, alcançava maior distância. Não tendo
apoio do governo italiano, foi para Inglaterra, em 1896, onde obteve a primeira
patente para o seu telégrafo sem fio devido aos interesses comerciais dos
ingleses, já que através desse invento poderiam alcançar navios cargueiros
afastados da costa. Após
essas experiências, Marconi foi convidado pelo governo italiano a regressar ao
seu país, onde instalou uma estação em Spezia para comunicação com navios de
guerra, alcançando, então, 20 quilómetros de distância. Marconi recebeu o
Prémio Nobel de Física juntamente com Karl Ferdinand Braun, em 1909. A primeira
irradiação musical foi feita em 1920, e, em Setembro de 1922, conseguiu pela
primeira vez, na Inglaterra, alcançar a Austrália, também com o emprego se
transmissão por centelha (timed spark system). Em 12 de Outubro de 1931,
comprimindo um botão em Roma, Marconi transmitiu sinais de rádio que ligaram o
comutador geral da iluminação do monumento do Cristo Redentor, erguido no Alto
do Corcovado, no Rio de Janeiro. Marconi morreu em Roma em 1937.
Uma das grandes vantagens da invenção da rádio sob o jornalismo
impresso é que, além de informar, diverte. Além disso vence a distância sem que
o repórter necessite sair do próprio local do acontecimento para transmitir
notícias e está ao alcance de todos, inclusive dos iletrados.
Dos restantes meios de comunicação de massas, a rádio é o mais
privilegiado devido às suas características intrínsecas. Entre elas podemos
destacar a linguagem oral, a mobilidade, o baixo custo, o imediatismo e a
instantaneidade, a sensorialidade, a autonomia e a penetração.
No que se refere à linguagem convém realçar que, na informação
radiofónica, ela é simples e caracterizada pela repetição de conceitos de modo
a que o ouvinte possa assimilar a ideia que se pretende comunicar. Eliminar o
supérfluo para não desvirtuar o significado da mensagem tornou-se um
imperativo. Assim, a naturalidade de expressão prevalece em detrimento das palavras
confusas e das frases complicadas, isto para que o ouvinte não se sinta forçado
a esforços superiores à sua compreensão normal.