segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Cientistas desenvolvem cirborgues, Artistas tornam-se cirborgues

Em 2004, Neil Harbisson insistiu em aparecer na fotografia do seu passaporte com o aparelho que lhe permite ouvir cores, tornando-se o primeiro cirborgue a ser reconhecido por uma entidade governamental.
O artista nasceu com uma doença chamada acromatopsia, que o impede de ver cor - para Harbisson o mundo é em escala de cinzentos -, mas desde os 21 anos, consegue ouvir cores, através de um olho electrónico que detecta a frequência das cores e passa essa informação a um chip instalado do seu crânio.
Neil Harbisson
http://cmfdesigner.com/2013-08/cmfdesigner/people/neil-harbisson-i-listen-to-colour
















"Quando comecei a sonhar a cores foi quando senti que o software e o meu cérebro se tinham unido." foi talvez o comentário da TED Talk the Harbisson mais explicativo da natureza de um ciborgue - a tecnologia e o humano indiferenciados.
Efeito secundário de ouvir cores, foi, segundo Neil, os sons que ouvia começarem a ser associados com cores. Assim começou a pintar sons, vozes de pessoas, e a fazer retratos em forma de melodias.
No seu site oficial Neal Harbisson descreve-se como Cyborgist e Colourologist. 
Talvez num futuro próximo surjam mais ciborgues-artistas, com mais profissões e novas formas de fazer arte.