segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

“The Limits of”… Imagination

    Numa era dominada pela tecnologia, poucos são aqueles que fazem o seu quotidiano sem recorrer a instrumentos como um telemóvel, um computador ou uma ligação à internet. Mesmo o simples facto de analisar a que hora, minuto e segundo se passa o presente momento, hoje em dia, é na maior parte das vezes realizado através de um telemóvel. Na base deste tema está o facto da dependência das pessoas pela tecnologia, tanto profissional, como ludicamente. Ora esta dependência está ligada ao entretenimento e à facilidade que a tecnologia oferece, deve-se ao facto da ambição do “ser humano” (no geral) ser a capacidade de meios para obter a melhor tecnologia. No entanto, tal como nos diz a Lei de Moore, o número de transístores por circuito integrado duplica a cada 18 meses pelo mesmo preço. Assim, segundo a Lei enunciada, a tecnologia evolui a cada 18 meses, que devido ao facto de ser um prazo curto faz com que esta evolua a um ritmo alucinante (http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Moore). Desta forma, as mentes humanas estão habituadas ao rápido aparecimento de novos gadgets com inúmeras funcionalidades que os mantêm entretidos durante horas.
            Este interesse imenso pelas tecnologias, cada vez mais avançadas, pode muito bem ter impedido o ser humano de se concentrar em desenvolver o potencial de outras coisas, outros materiais, ou mesmo da mente humana, da qual se sabe ainda tão pouco.
            Assim, está realizado o enquadramento para o título deste artigo. Título este que remete para o filme denominado “The Limits of Control”. Este filme é um filme que acho ser propício para a visualização de todas as pessoas, visto ser de um carácter metafórico e subjectivo enorme.
            A razão pela qual este filme me levou a pensar na questão descrita anteriormente é a constante rejeição do protagonista pelas tecnologias, sendo que este comunica com as pessoas através de caixas de fósforo. Para além disto, esse mesmo protagonista rejeita que alguns dos intervenientes cheguem mesmo a utilizar os seus telemóveis. A questão da ligação com a natureza, em oposição à ligação com a tecnologia surge-nos de várias formas sendo que o protagonista é praticante de Tai Chi, uma arte marcial conhecida como “meditação em movimento”. Par além disto o protagonista gosta bastante da observação do meio envolvente, sem estar assim entretido com um pequeno dispositivo electrónico que mostra imagens divertidas ou ainda com um ecrã de grandes dimensões passando imagens e sons de tiros a serem disparados como se fosse ao nosso lado.
O filme e o seu argumento têm um desenrolar tão incerto que são imensamente especulativos e são de um poder imaginativo para cada visualizador como qualquer tecnologia existente. Este foi outro dos factos que me despertou a atenção para a relação com este tema. Apesar de ser um produto de tecnologia, é um produto que estimula a imaginação dos visualizadores de forma imensa, visto que o tema do filme é incerto e fica a cabo de cada um a interpretação do mesmo.

Página IMDB do filme - http://www.imdb.com/title/tt1135092/