Numa era
dominada pela tecnologia, poucos são aqueles que fazem o seu quotidiano sem
recorrer a instrumentos como um telemóvel, um computador ou uma ligação à
internet. Mesmo o simples facto de analisar a que hora, minuto e segundo se
passa o presente momento, hoje em dia, é na maior parte das vezes realizado
através de um telemóvel. Na base deste tema está o facto da dependência das
pessoas pela tecnologia, tanto profissional, como ludicamente. Ora esta
dependência está ligada ao entretenimento e à facilidade que a tecnologia
oferece, deve-se ao facto da ambição do “ser humano” (no geral) ser a
capacidade de meios para obter a melhor tecnologia. No entanto, tal como nos diz
a Lei de Moore, o número de transístores por circuito integrado duplica a cada
18 meses pelo mesmo preço. Assim, segundo a Lei enunciada, a tecnologia evolui
a cada 18 meses, que devido ao facto de ser um prazo curto faz com que esta
evolua a um ritmo alucinante (http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Moore). Desta
forma, as mentes humanas estão habituadas ao rápido aparecimento de novos gadgets com inúmeras funcionalidades que
os mantêm entretidos durante horas.
Este
interesse imenso pelas tecnologias, cada vez mais avançadas, pode muito bem ter
impedido o ser humano de se concentrar em desenvolver o potencial de outras
coisas, outros materiais, ou mesmo da mente humana, da qual se sabe ainda tão pouco.
Assim, está
realizado o enquadramento para o título deste artigo. Título este que remete
para o filme denominado “The Limits of Control”. Este filme é um filme que acho
ser propício para a visualização de todas as pessoas, visto ser de um carácter
metafórico e subjectivo enorme.
A razão pela
qual este filme me levou a pensar na questão descrita anteriormente é a
constante rejeição do protagonista pelas tecnologias, sendo que este comunica
com as pessoas através de caixas de fósforo. Para além disto, esse mesmo
protagonista rejeita que alguns dos intervenientes cheguem mesmo a utilizar os
seus telemóveis. A questão da ligação com a natureza, em oposição à ligação com
a tecnologia surge-nos de várias formas sendo que o protagonista é
praticante de Tai Chi, uma arte marcial conhecida como “meditação em
movimento”. Par além disto o protagonista gosta bastante da observação do meio
envolvente, sem estar assim entretido com um pequeno dispositivo electrónico
que mostra imagens divertidas ou ainda com um ecrã de grandes dimensões
passando imagens e sons de tiros a serem disparados como se fosse ao nosso
lado.
O filme e o seu argumento têm um
desenrolar tão incerto que são imensamente especulativos e são de um poder
imaginativo para cada visualizador como qualquer tecnologia existente. Este foi
outro dos factos que me despertou a atenção para a relação com este tema.
Apesar de ser um produto de tecnologia, é um produto que estimula a imaginação
dos visualizadores de forma imensa, visto que o tema do filme é incerto e fica
a cabo de cada um a interpretação do mesmo.