segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

No princípio era o verbo....

     Nos dias que correm, ao passarmos pelas ruas deparamo-nos com bancas de jornais e revistas, milhões de jornais são impressos e distribuídos apesar do forte impacto que a internet e outros media têm. Mas para chegarmos à impressão, longo cominho foi percorrido.

    Gutenberg nasceu na Alemanha e desde pequeno revelou ter uma forte gosto pela leitura, e ocupava-se a ler todos os livros que os pais tinham em casa. Na Idade Média, os livros eram escritos à mão por monges e escribas com grande rigor, demorando meses à finalização de um livro, fazendo com isso que só famílias abastadas pudessem suportar os seus preços.
     
    A Bíblia de Gutenberg foi a primeira obra impressa, a tradução em Latim. Assinalou o início de uma nova era e de novos costumes literários. Apesar de inovar, nas páginas da Bíblia estão presentes características das obras manuscritas dos monges. As letras com diferentes cores do restante texto, funcionavam como marcas de orientação para o leitor, o tipo de letra demonstrava uma caligrafia cuidada, as ilustrações eram desenhadas à mão. Essa transposição de características num meio de comunicação anterior (livro manuscrito) para outro posterior (livro impresso), denomina-se por remediação.

    Os media actuais podem adquirir características de media anteriores e vice-versa. Podemos verificar isto nos telejornais que incluem características às páginas Web, utilizando rodapés para destacar as notícias mais relevantes, com informações que podem remeter para uma página Web, funcionando como um link. O mesmo acontece nas páginas Web, que podem possuir conteúdos audiovisuais emitidos pela televisão.

     A internet converge as várias linguagens dos media tais como o texto, podendo ser impresso, além deste o áudio, a imagem estática (fotografia), em movimento (vídeo) e o hipertexto que remete para outra sequência de texto. Este entrelaçar de características, contribui para a evolução dos meios de comunicação, permitindo que se desenvolvam a partir de um conceito mais comum e, posteriormente, construam a sua própria identidade.