domingo, 22 de dezembro de 2013
O eu digital
A internet encontra-se hoje presente numa boa parte da nossa vida quotidiana, é através dela que dispomos de um grande numero de recursos, que agora nos parecem banais mas que no entanto á não muito tempo atrás, muitos desses mesmos recursos poderiam ser considerados utópicos.
Estamos cada vez mais dependentes desta vasta e complexa rede de comunicação global para inúmeras coisas, no entanto e sobretudo desde o inicio do século XXI temos assistido ao fenómeno das chamadas redes sociais. Estas permitem ao seu utilizador criar um perfil digital com fotografias e informações do mesmo, para por sua vez poder comunicar com outros utilizadores a uma escala planetária. Isto em termos comunicativos tem vindo a assumir uma importância cada vez maior, criando uma espécie de vida social paralela.
Muitos de nós já tivemos a oportunidade de conhecer alguém através das redes sociais seja de forma direta ou indireta.
Muita desta adesão massiva, a este tipo de redes deve se sobretudo ao poder dado ao utilizador, visto que este pode transmitir uma ideia de si que não corresponde á realidade. A nossa versão digital acaba por ser uma versão melhorada de nós mesmos, nela podemos filtrar e mostrar unicamente o que queremos que os outros vejam.
Não é de estranhar então que todos sejamos melhores nos nossos perfis digitais, neles estamos sempre felizes, em festas, lugares paradisíacos, ou a fazer qualquer coisa bem mais interessante que na vida real.
Procuramos desta forma mostrar, através destes meios de comunicação uma vida que não corresponde á realidade. No entanto fazemo-lo quase como por necessidade de sermos aceites, seja pelos nossos amigos familiares ou sociedade em geral, porque o nosso perfil digital corresponde muito mais com aquilo que o outros querem ver, do que com o que realmente somos. Estamos desta forma a entrar por um caminho de alienação do individuo, em que este é renegado para segundo plano pelo seu perfil digital.
