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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

If It Doesn't Exist on the Internet, It Doesn't Exist


"If It Doesn't Exist on the Internet, It Doesn't Exist" Kenneth Goldsmith



Um lugar onde o espaço físico parece não existir. Hoje praticamente toda a “vida”( se lhe isto poderemos chamar) se dá no espaço virtual. Habito num espaço, mas pouca ligação estabeleço com esse mesmo espaço. Esse espaço contém uma componente física, onde o corpo se insere, e onde se estabelece ligação para um outro lugar através de uma plataforma que também aí coexiste, plataforma essa que vai desde um computador a um smartphone.  Estabelecemos ligações e comunicamos através dessa mesma plataforma, o mundo parece só aí existir. Já não olho para o exterior através da janela do quarto, mas sim através aqui de uma nova janela, o ecrã. Ecrã esse que substitui esse exterior, e que o incorpora em si sobre a forma de código. 


Massimiliano Bomba

domingo, 24 de novembro de 2013

Não Lugar


“However, as soon as a photograph leaves Eden, so to speak, and enters into circulation, it becomes culturally coded, transforming the image and putting into the realm of connotation. Barthes maintains that this connotation is not, strictly speaking, part of the analogic photographic structure, but dependent on a context, often an ideological one.” Barthes apud Sabine T. Kriebel


A caverna tecnológica, um não estar. Estou rodeada por ecrãs, por aparelhos tecnológicos, o contacto físico esse quase que o perdi por completo, o tempo foi subvertido. 
O espectáculo da proliferação de uma imagem, a possessão desta imagem por inúmeros observadores, a transformação e o novo espaço e sentido criados à volta da mesma. 
Ela invade o espaço quotidiano, e infiltra-se nesse espaço de uma forma incrível, contamina. Contamina o espaço, o consciente e o inconsciente, ganha forma. Adquire uma vida autonoma.
Um mundo criado. Um mundo exterior. Um mundo imaterial. 
Um mundo imaterial que continua num fluxo alucinante, consome-se, transforma-se, e tudo continua. Mas a imagem continua presente, por mais efémera que seja. 
Estamos num mundo de imagem, onde a alienação está presente.Somos alimentados, permanecemos no computador, onde ali todo o mundo parece existir, e procria-se. Sento-me em frente do ecrã, e perco o contacto com a realidade. Vou somente à praia(imaterial) através de imagens e vídeos, e continuo sem me deslocar, o contacto com a matéria desaparece, e contínuo-me a alimentar somente da imagem dela. 

A imagem de. A imagem de.




Pierre K.