A forma rápida como a informação nos chega é um reflexo do
nosso estilo de vida, mas será que essa rapidez com que somos “informados” não
se traduz sim numa desinformação?
Será que o facto da informação surgir em rede, nomeadamente
nas redes sociais, dificulta o próprio processo de informar?
A imposição das redes sociais como meios de comunicação não
só contribui para as notícias especulativas, na medida em que as informações
são dadas sem que haja preocupação em constatar a sua veracidade, como também
dificulta e cria preocupações a outros meios de comunicação.
A pressão dos meios sociais para acompanhar a velocidade das
redes sociais, e a sua necessidade de serem os primeiros a lançar a informação
é tão urgente que corremos o risco que a informação só nos chegue “pela
metade”.
O excesso de velocidade e o excesso de informação com que
somos bombardeado é tal que o tempo que despendemos com cada publicação se torna
cada vez menor, corremos, portanto, o risco de não sermos completamente
informados. O que era anteriormente analisado é agora relatado
superficialmente, ou seja, a velocidade e a quantidade retiram-nos informação e
tempo.
Com esta evolução ao nível da velocidade com que a
informação é transmitida e devido ao excesso de informação resultante dessa
velocidade, existe uma grande necessidade, por parte dos meios de comunicação,
de chamar a atenção, de levar o espectador a consumir a sua informação,
portanto os meios estruturantes da sua transmissão são os elementos de persuasão
Ethos, Logos, e Pathos. Estes elementos têm vindo a desenvolver-se ao longo dos
tempos, tornando-se cada vez mais eficazes, podendo por vezes levar-nos a
considerar noticias assuntos que não o são, em função de um consumo rápido, desmedido,
e despreocupado de informação.
