segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Informação VS Velocidade


A forma rápida como a informação nos chega é um reflexo do nosso estilo de vida, mas será que essa rapidez com que somos “informados” não se traduz sim numa desinformação?
Será que o facto da informação surgir em rede, nomeadamente nas redes sociais, dificulta o próprio processo de informar?

A imposição das redes sociais como meios de comunicação não só contribui para as notícias especulativas, na medida em que as informações são dadas sem que haja preocupação em constatar a sua veracidade, como também dificulta e cria preocupações a outros meios de comunicação.

A pressão dos meios sociais para acompanhar a velocidade das redes sociais, e a sua necessidade de serem os primeiros a lançar a informação é tão urgente que corremos o risco que a informação só nos chegue “pela metade”.
O excesso de velocidade e o excesso de informação com que somos bombardeado é tal que o tempo que despendemos com cada publicação se torna cada vez menor, corremos, portanto, o risco de não sermos completamente informados. O que era anteriormente analisado é agora relatado superficialmente, ou seja, a velocidade e a quantidade retiram-nos informação e tempo.

Com esta evolução ao nível da velocidade com que a informação é transmitida e devido ao excesso de informação resultante dessa velocidade, existe uma grande necessidade, por parte dos meios de comunicação, de chamar a atenção, de levar o espectador a consumir a sua informação, portanto os meios estruturantes da sua transmissão são os elementos de persuasão Ethos, Logos, e Pathos. Estes elementos têm vindo a desenvolver-se ao longo dos tempos, tornando-se cada vez mais eficazes, podendo por vezes levar-nos a considerar noticias assuntos que não o são, em função de um consumo rápido, desmedido, e despreocupado de informação.