No mundo onde vivemos, foram
inventadas novas maneiras de registar espaços, pessoas e objectos.
“A primeira fotografia
reconhecida é uma imagem produzida em 1826 pelo francês Joseph Nicéphore Niépce . Numa placa de estanho coberta
com um derivado de petróleo fotossensível chamado Betume da Judeia . A
imagem foi produzida com uma câmara, sendo exigidas cerca de oito horas de
exposição à luz solar. Nièpce chamou ao processo de
"heliografia", gravura com a luz do Sol. Paralelamente, outro
francês, Daguerre , produzia com uma câmara escura,
efeitos visuais num espectáculo denominado "Diorama". Daguerre e
Niépce trocaram correspondência durante alguns anos, vindo
finalmente a firmarem sociedade.
Após a morte de Nièpce, Daguerre desenvolveu um processo com vapor de mercúrio que reduzia o tempo de
revelação de horas para minutos. O processo foi denominado daguerreotipia.
Daguerre descreveu o seu processo à Academia de Ciências e Belas Artes, na França
e logo depois requereu a patente do seu invento na Inglaterra. A popularização dos
daguerreótipos, deu origem às especulações sobre o "fim da
pintura", inspirando o Impressionismo.(…)”
O aparecimento da fotografia permitiu que as pessoas de várias classes
sociais, da mais alta à mais baixa, possam guardar os momentos passados na sua
vida. Gisèle Freund referiu que “diante da câmara, artistas, sábios, homens do
estado, funcionários e modestos empregados são todos iguais. O desejo de
igualdade e o desejo de representação das diversas camadas da burguesia viam-se
satisfeitos ao mesmo tempo” (Freund, 1976).
Começou a usar-se a fotográfica, não só para registar momentos vivenciados,
mas também para fotografar obras-primas.
Mais uma vez, a invenção da fotografia permitiu que todas as classes
sociais pudessem contemplar toda a arte criada em todo o mundo. Havendo reproduções
de todas as obras pudesse então ver e rever tudo o que vem do nosso passado,
estando onde quisermos a qualquer hora.
Tornou-se um benefício para todos, o aparecimento da fotografia, criando a
possibilidade de estudar ou simplesmente apreciar tudo o que existe ou já
existiu.