sábado, 30 de novembro de 2013

O espantalho

É costume associarmos a nossa sociedade a termos como “consumo” ou “produção em massa”. Esta tendência tem vindo a traduzir-se numa distopia, fundamentada por uma desumanização crescente, onde tudo é feito artificialmente; onde os métodos tradicionais têm pouca ou nenhuma relevância. Este é um período do plástico e do artificial. Perde-se qualidade em benefício da quantidade, isto é, estabelecemos como prioridade vender o máximo de produtos no mínimo espaço de tempo.

Os restaurantes de fast food são, talvez, a expressão derradeira destes novos ideais que corrompem a nossa sociedade. Através dos média, estes restaurantes conseguem chegar aos olhos e ouvidos de um vasto público. De teor optimista, os seus meios de propaganda induzem no erro. O seu carácter enganoso pretende iludir-nos com a imagem de uma pessoa aparentemente saudável a ingerir os seus produtos, de sorriso na cara, quando, na realidade, são prejudiciais para a saúde. Emaranhadas nesta ilusão, as pessoas desenvolvem uma ideia errada acerca dos produtos. São levadas a acreditar que se os consumirem se tornam nessa pessoa estrategicamente construída pelos anúncios. Por outro lado, apresentam-se como soluções fáceis, por serem restaurantes relativamente rápidos, baratos, convenientes, apelativos e, segundo os seus argumentos persuasivos, inofensivos para a nossa saúde.

Desta forma devemos usar o mesmo meio que estas cadeias alimentares contra as mesmas, tirar partido do poder avassalador dos média para alertar a sociedade, para despertá-la deste sono, desta lavagem cerebral, à qual somos expostos diariamente.

Esta série de ideias desencadeou-se a partir de uma investigação acerca de um projeto de uma cadeia alimentar americana – Chipotle Mexican Grill. Este grupo associou-se a uma empresa de jogos para dispositivos Apple, conhecida como Moonbot Studios, a fim de engendrar um jogo com este mesmo propósito, ou seja, demonstrar a importância de recorrer aos métodos tradicionais de criação de alimentos, da criação de gado em ambientes naturais, ao ar livre, de vegetais cultivados sem a adição de químicos, entre outros. Isto sem prejudicar a experiência num restaurante, onde passamos a pagar para consumir refeições saudáveis e confeccionadas com qualidade. Este jogo oferece-nos uma ideia alternativa em relação ao consumo de produtos fabricados em massa, e mostra a possibilidade de criar estilos de vida mais saudáveis e igualmente convenientes.



Link para o site onde se pode explorar mais sobre o projecto: