É costume associarmos a nossa sociedade a
termos como “consumo” ou “produção em massa”. Esta tendência tem vindo a
traduzir-se numa distopia, fundamentada por uma desumanização crescente, onde
tudo é feito artificialmente; onde os métodos tradicionais têm pouca ou nenhuma
relevância. Este é um período do plástico e do artificial. Perde-se qualidade em
benefício da quantidade, isto é, estabelecemos como prioridade vender o máximo
de produtos no mínimo espaço de tempo.
Os restaurantes de fast food são,
talvez, a expressão derradeira destes novos ideais que corrompem a nossa
sociedade. Através dos média, estes restaurantes conseguem chegar aos olhos e
ouvidos de um vasto público. De teor optimista, os seus meios de propaganda induzem
no erro. O seu carácter enganoso pretende iludir-nos com a imagem de uma pessoa
aparentemente saudável a ingerir os seus produtos, de sorriso na cara, quando, na
realidade, são prejudiciais para a saúde. Emaranhadas nesta ilusão, as pessoas
desenvolvem uma ideia errada acerca dos produtos. São levadas a acreditar que
se os consumirem se tornam nessa pessoa estrategicamente construída pelos
anúncios. Por outro lado, apresentam-se como soluções fáceis, por serem
restaurantes relativamente rápidos, baratos, convenientes, apelativos e,
segundo os seus argumentos persuasivos, inofensivos para a nossa saúde.
Desta forma devemos usar o mesmo meio que
estas cadeias alimentares contra as mesmas, tirar partido do poder avassalador
dos média para alertar a sociedade, para despertá-la deste sono, desta lavagem
cerebral, à qual somos expostos diariamente.
Esta série de ideias desencadeou-se a
partir de uma investigação acerca de um projeto de uma cadeia alimentar
americana – Chipotle Mexican Grill.
Este grupo associou-se a uma empresa de jogos para dispositivos Apple,
conhecida como Moonbot Studios, a fim
de engendrar um jogo com este mesmo propósito, ou seja, demonstrar a importância
de recorrer aos métodos tradicionais de criação de alimentos, da criação de
gado em ambientes naturais, ao ar livre, de vegetais cultivados sem a adição de
químicos, entre outros. Isto sem prejudicar a experiência num restaurante, onde
passamos a pagar para consumir refeições saudáveis e confeccionadas com
qualidade. Este jogo oferece-nos uma ideia alternativa em relação ao consumo de
produtos fabricados em massa, e mostra a possibilidade de criar estilos de vida
mais saudáveis e igualmente convenientes.
Link para o site onde se pode explorar mais sobre o projecto: